don't fucking lie to me
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“"Vaso quebrado não tem conserto. Pau que nasce torto nunca se endireita. Caso perdido não tem solução. Que bom.
Desde pequena eu costumava refletir sentada na varanda de casa: “qual é a vantagem de ser diferente?” Eu nunca obtive respostas decentes. Nunca reparei que talvez valesse a pena ser assim. Mas vale. Tem que valer, eu acho. Esses ataques de pelanca, as minhas fobias esquisitas, meus gostos estranhos… Precisam servir para algo. Ou para alguém. Há desvantagens em ser normal. Você pode acabar se tornando uma máquina do tédio, construída apenas para fazer o mesmo de sempre. Eu não faço ideia de qual é o melhor caminho a seguir, porém gosto de parecer exclusiva. Erros fazem parte do meu percurso à procura da paz interior. Hoje estou reclamando do fato de ser uma espécie de aberração confusa, amanhã provavelmente não. Uma hora eu aprendo. Aprendo que num mundo tão extenso, quem é diferente acaba se destacando. Que cada pedacinho de dor alojado no meu coração não vai ficar ali pra sempre me torturando. A decisão está comigo. Se eu não permitir, se eu não aceitar uma vida ruim cheia de sofrimento e batalhar por mim, conseguirei alcançar os meus objetivos. Luto com o pessimismo diariamente. Quero que aquela mania de dizer: “não vai certo, não posso, não sou forte o suficiente” seja exterminada. Mas vamos por partes. Como começar a pensar positivo? Eu sei, disso eu sei. Simplesmente pensando. O que falta realmente é compreender que há pessoas com vidas mais difíceis, situações mais tensas que as minhas. A partir de hoje, vou tentar. Chega de criticar meu cabelo rebelde, minhas espinhas abusadas e meu modo complexo de ser. As pessoas dizem que estou ferrada. Que nada vai retirar minha baixa estima. Mas não acredito neles. Eu tenho potencial para me amar cada vez mais. Não quero consertos. Aceito ser estraga e isolada. É, aceito. Vou fazer com que todos os meus estragos pareçam perfeitos a minha imagem. Vou arrancar qualquer resquício de mágoa no meu peito nem que eu tenha que me furar com um bisturi. Vou respirar e abrir um sorriso. Não me importa se é falso, minha mente um dia vai se esforçar e fazer com que eles saiam de forma verdadeira. Eu vejo a Dona Alegria quase todo dia chegar perto de mim para me receber. Me abraçar. Por ser problemática e colocar defeito demais nas coisas, acho que a expulsei várias vezes, sem querer. Nunca mais. Sinto que da próxima vez que ela voltar, vou esmagá-la. Um abraço de urso cheio de afeto. E dizer: “Dona Alegria, não foge não. Eu preciso de você para ser feliz um dia”. Aposto que ela vai ter pena da doida aqui. Aposto que ela vai voltar, nem que eu tenha que cutucá-la vinte e quatro horas por dia. Juntas nós iremos espantar a tristeza, nos unir para que tudo dê certo. Porque é preciso muito mais que orações para vencer. É preciso parar de cruzar os dedinhos das mãos e convidar a fé para morar comigo na minha casa. É preciso explorar o meu cérebro até que ele tome decisões sensatas e pare de escolher caminhos errados. Não quero me endireitar não. Ser direita não é o bastante. Eu, toda quebrada e toda desmiolada vou provar a todos, a esse mundão que sou forte. Dura na queda."
O que é certinho… É chato. Mayne Silva (via excusess)
“"Já me importei com coisas tão fúteis, com pessoas tão medíocres… Perdi as contas de quantas vezes me fiz em pedaços, de quantas vezes o meu coração ficou por um fio, de quantas vezes eu dormi em um travesseiro molhado por lágrimas. Sabe, não que eu não faça isso mais, mas acontece que a vida tem me ensinado tantas coisas… Minha alma se tornara tão lúgubre que ela passou a não se importar com as desilusões da vida. Chega um momento em que de tanto apanhar, a alma aprende a bater. A alma se cansa de mudanças bruscas a todo momento, e como uma flor, que é tão sensível, ela murcha, ela se despedaça. Ela se cansa de pessoas arrancando suas pétalas e brincando de bem-me-quer, mal-me-quer. Ela passa a apreciar as pessoas que a contemplam da forma como ela é, que gostam de seu aroma, por mais enjoativo que isso seja as vezes. Ela passa a aprender que os espinhos são forma de defesa, e não forma de ataque. Ela aprende que uma flor por mais bela que seja, pode ser traiçoeira e arrancar gotículas de sangue de um dedo que ouse lhe tocar. Ela aprende que as pessoas que tanto apontaram-lhe defeitos, são as pessoas que ajudaram-a a mudar e principalmente, a transformar todos esses defeitos em qualidades que nenhuma delas um dia chegou a ter."
Nevoar. (via n-e-v-o-a-r)
“"Mas mesmo que me destes todas as estrelas, a vastidão do céu o a imensidão do mar, se faltasse amor… Nada sobraria. Mesmo que me enchesse de presentes, colares, carros, casas, se faltasse o teu amor, eu recusaria. Não faria sentido! O céu desbotaria, transformando-se em um melancólico e mórbido céu, as estrelas apagariam-se e iriam ter enormes ondas no mar. Nada adiantaria. Sem amor nada funcionaria. Todos os presentes soariam como o som do sopro do vento. Vazio e triste. Mesmo com todas as riquezas do mundo se eu não tivesse compartilhando-as com você, de nada importaria. Não funcionaria o nosso “nós”. Mesmo que almejasse com todas as forças você, se faltasse o amor, eu negaria. Seria demasiado triste viver com tanto nada ao mesmo tempo, o nada dos presentes e o nada do seu amor. Sinto em dizer mas, eu nego beleza, eu nego presentes, eu aceito amor. Então venha com uma flor murcha na mão e com uma folha com apenas um trechinho dizendo… “eu te amo”."
Clara Batista (im-wrong)
“"Então eu disfarço e quase ninguém nota, ao contrário do que muitos pensam por ai, eles não me conhecem o suficiente, nem sabem o bastante sobre mim. São poucos pelos quais eu permito que entrem inteiramente no meu mundo, no meu estranho e distante mundo. Existem coisas que são minhas e ninguém além de mim precisa saber, penso que a vida é minha então dela, deixa que eu mesma cuido, sem intervenção de ninguém. Deixa que eu vou me cuidar mesmo não sabendo como fazer isso. Com os meus sentimentos deixa que eu mesma me acerto. Muitos me acham escandalosa, extrovertida,”palhaça”, e afinal eu sou mesmo mas na verdade é uma espécie de proteção, escudo … Chame como quiser. Mas acredite sou bem tímida. Muitos rotulam de tímida, ou tímido, aquele que se isola, que não procura conhecer novas pessoas, ou que tem medo. Pois bem, se ser tímido for ser isso, eu sou mesmo muito tímida. Pois tenho medo de me apegar a quem logo irá embora, tenho medo de iniciar um história com alguém, pois eu bem sei que tudo tem seu fim, mas eu e esse meu coração mole, nunca nos damos bem com partidas. E mesmo sabendo que outrora irá chegar o tão inestimado “adeus” eu não consigo esquecer, e fingir que tudo bem. Pra mim ser tímido, é mostrar apenas o que convém, sem se expor, sem correr riscos. É se proteger mais, talvez tentar esconder feridas passadas, é ter medo também de adquirir novas. E admito, eu tenho. Tenho um enorme medo de que todas as feridas ressurgiam e com elas a dor volte. Passei tanto tempo tentado esquecê-las, que não permitiria-me vê-las novamente. Aliás elas ainda doem, mas eu não importo como antigamente, talvez eu tenha superado, ou talvez não. Talvez eu só aprendi a conviver. Mas eu não aguentaria outras delas. Já me basta as que tenho. Por isso faço-me de forte. Antes eu tinha de vestir-me de máscaras, e inventar sorrisos, mas agora não o faço mais. Porque acho beleza no que não há. Assim mesmo sozinha, e fria, eu sou feliz. Talvez eu tenha que me abrir um pouco mais, porque sozinha não se vive. Mas acho que ainda não estou preparada para tal ato. Então prefiro continuar assim, sozinha, tímida, e protegida por meu próprio escudo."
des-c0nectada and en-t0rpecida (via des-c0nectada)
“"Já não sinto aquela vontade conturbante de você, o número do seu celular não está mais gravado em meus contatos, muito menos em minha memória, estranho como consegui te esquecer dessa tal maneira, em meio a tantos sofrimentos finalmente olhei pra frente e deixei você morrer em meu terrível passado, posso dizer que sobrevivi novamente, porque aquilo não podia ser chamado de vida meu caro. Aprendi que o amor verdadeiro não te faz sofrer, finalmente tive em mim a certeza de que tudo estava mais do que na hora de chegar ao fim, te vi ontem passando em frente aquela rua onde nos encontrávamos no passado e acredita que não senti nada? Estranho, eu sei, em tempos passados eu correria em tua direção e diria o quanto sinto tua falta, mas essa vontade não veio em mim, de alguma forma me sinto aliviada por ter conseguido apagar qualquer vestígio seu, sinta-se bem também, não irei mais te atrapalhar, agora irei viver meu presente e que se dane todo o resto, cansei de alimentar essa depressão que estava acabando comigo, não vou mais me trancar naquele quarto escuro, mudei a cor do meu cabelo, deixei de ouvir aquelas músicas melodramáticas que me faziam lembrar você, deixei de ver o nosso programa preferido, rasguei nossas fotografias e as enterrei no fundo do meu quintal, ele que se acarrete de acabar com todo o resto. Não ache que estou louca, eu sei, pareço estranha, é que você me fez assim, não me classifico mais como uma pessoa normal, digna de alegria, posso te dizer que nunca mais serei feliz novamente, olhe tudo o que fizeste comigo e tire suas próprias conclusões, de uma maneira ou de outra seu cadáver sempre irá me assombrar, prefiro não te distinguir de outra maneira, pois pra mim você está morto e enterrado, no lugar mais evasivo e escuro possível. Cansei-me de ti, infelizmente ainda te amo, acho que sou meia bipolar, as vezes te gosto em outras te esqueço, acostume-se com essas mudanças de humor, foi você que me tornou assim, agora trate de me encontrar em seus mais terríveis sonhos ou pesadelos e se der saudade liga pra mim, só não demora muito, pois já estou cansada de esperar por respostas vindas de um canalha que não sabe amar."
Andressa Gomes (Doces-Amargos)